https://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/issue/feedPrajna: Revista de Culturas Orientais2025-03-04T14:35:26+00:00Richard Gonçalves Andrérevista.prajna@uel.brOpen Journal Systems<p><strong>SOBRE</strong></p> <p> </p> <p><strong>Prajna: Revista de Culturas Orientais</strong> é um periódico semestral que se destina à publicação de artigos inéditos resultantes de pesquisas acadêmicas com foco multidisciplinar nos aspectos culturais do Oriente difundidos também em diferentes regiões do mundo. Serão aceitos trabalhos em português, inglês e espanhol que dialoguem com religião, política, literatura, filosofia e outros temas relacionados ao Oriente. Em casos de outras línguas, o autor deverá manifestar a possibilidade de tradução.</p> <p>A <strong>Prajna</strong> é uma publicação do <a href="http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/202961" target="_blank" rel="noopener">Laboratório de Pesquisa sobre Culturas Orientais (LAPECO), </a>cadastrado no CNPq e realizado junto à Universidade Estadual de Londrina.</p> <p>ISSN: 2675-9969</p>https://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/100A ESCOLA DE YOKOHAMA COMO ESPAÇO TRANSCULTURAL E A SUA RELAÇÃO COM O TURISMO NA NASCENTE FOTOGRAFIA JAPONESA (1860-1900)2024-03-28T16:33:26+00:00Rogério Dezemrdezem@yahoo.com.br<p>No contexto imperialista da segunda metade do século XIX os fotógrafos estrangeiros e os seus estúdios, voltados para o comércio do <em>souvenir </em>fotográfico, representavam uma moderna profissão de observação e supervisão do Outro por excelência. A singularidade da Escola de Yokohama e sua importância histórica no alvorecer da fotografia japonesa (1850-1900), vai além do espaço dos estúdios. Norteadora de um processo transcultural, produto da intersecção de olhares estrangeiros e japoneses a partir dos estúdios - ou fora deles - voltados para a maneira de ver e representar o Japão e os japoneses. Usaremos o conceito de fotografia Orientalista como parâmetro para apresentar e analisar o <em>souvenir</em> fotográfico produzido nestes espaços, que alimentavam o desejo do olhar de viajantes e turistas, mas também serviam como documentos para etnógrafos e orientalistas. Neste artigo são analisadas algumas imagens produzidas no período a partir de duas perspectivas: do seu diálogo com o universo do <em>ukiyo-e</em> e da sua representatividade e formas de disseminação no nascente mercado turístico japonês de <em>souvenir </em>fotográfico. Nosso objetivo é demonstrar que a Escola de Yokohama teve um papel decisivo na construção de narrativas visuais perenes acerca do Japão e dos japoneses.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/122MODIFICANDO HIROSHIMA: MEMÓRIA, TEMPO E PRESENÇA NO FOTOLIVRO HIROSHIMA COLLECTION (1995) DE HIROMI TSUCHIDA2024-12-02T19:36:24+00:00Lucas Gibsonlucascamaragibson@gmail.com<p>Em 1995, o fotógrafo japonês Hiromi Tsuchida (1939-) publicou o fotolivro <em>Hiroshima Collection</em>, fruto de suas investigações sobre Hiroshima e o impacto da bomba atômica lançada na cidade em seis de agosto de 1945. Na coletânea, Tsuchida incluiu imagens produzidas a partir de 1982 de objetos que pertenceram a pessoas afetadas de maneira direta ou indireta pelo bombardeio, doados ao acervo do Museu do Memorial da Paz de Hiroshima por parentes ou pessoas próximas das vítimas. Utilizando uma câmera de grande formato 4x5, a linguagem do preto e branco e um fundo neutro, Tsuchida buscou criar um catálogo de mais de 100 itens do acervo, destacando seu caráter cotidiano e adicionando, sempre que possível, o nome do proprietário, dos doadores e uma descrição acerca do que fazia a vítima no momento da explosão, além das condições nas quais o objeto fora encontrado. A partir da análise de algumas imagens do fotolivro e suas legendas, o presente trabalho busca compreender o impacto da obra diante dos componentes da memória, do tempo presente e da presença diante da ausência, percebendo como as fotografias auxiliam na criação de novas interpretações e modificam a percepção acerca da cidade de Hiroshima, criando conscientização, empatia e conexão tanto com o acontecimento específico quanto com o terror da guerra de maneira abrangente. </p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/132FOTOETNOGRAFIAS DE UM JAPÃO EVANESCENTE: O OLHAR DE IHEE KIMURA EM AKITA (1952-1978)2025-03-04T14:03:52+00:00Richard Andrérichard_andre@uel.br<p>Em 1978, foi publicado o fotolivro <em>Akita </em>秋田, obra póstuma e que reúne as imagens produzidas pelo fotógrafo japonês Ihee Kimura 木村伊兵衛 (1901-1974). A coletânea envolve fotografias em torno da Prefeitura de Akita 秋田, situada no nordeste do Japão, realizadas entre 1952 e 1965, e que abordam elementos como a paisagem, o trabalho, as práticas religiosas e os costumes locais. Tendo em vista essas questões, o presente artigo tem como objetivo analisar o fotolivro como fonte primária, percebendo como Kimura construiu uma fotoetnografia em torno do local, considerando o recorte temporal de 1952 a 1978. Do ponto de vista metodológico, a fotografia é compreendida, tal como sugerido por Philippe Dubois, como composição que envolve o corte sobre o espaço e o tempo, além de outras escolhas como perspectiva, ângulo, planos e opções cromáticas. Da perspectiva teórica, compreende-se as imagens como representação, partindo do conceito proposto por Roger Chartier. Como discussões, a produção das fotografias que integram a coletânea é pensada a partir de quatro aspectos: a própria trajetória de Kimura, atento aos costumes de determinadas localidades; a atenção sobre o campo, em processo de profundas transformações nos anos 1950 e 1960; o diálogo com o gênero discursivo agrarianista e, por fim, mas não menos importante, a correlação dessa narrativa com o pós-guerra nipônico.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/133AS CASAS DESAPARECERAM NO FUNDO DO MAR: A “FOTOGRAFIA ANTI-ARQUITETÔNICA” DE KOJI TAKI2025-03-04T14:08:02+00:00Ryuta Imafukurevista.prajna@uel.br<p>O presente artigo trata da filosofia e da prática fotográfica de Koji Taki (1928-2011), filósofo japonês que explorou campos como a arquitetura, a fotografia, e o urbanismo. Taki é apresentado como um filósofo que não só investigava a "linguagem", a "visão" e o "corpo", mas também a "história" e o "humano". A fotografia, especialmente no contexto de sua colaboração com Kazuo Shinohara, é destacada como um meio pelo qual Taki tentava capturar e entender o mundo de maneira mais profunda, indo além da mera documentação objetiva. Assim, o artigo explora a relação entre fotografia e arquitetura no trabalho de Taki, especialmente através das suas "fotografias antiarquitetônicas", utilizadas para investigar a incerteza e complexidade do mundo. Taki via a arquitetura não apenas como espaço físico, mas como um "espaço de pensamento" no qual a fotografia desempenhava um papel crucial na revelação de um mundo indefinido e obscuro. Suas reflexões finais sobre a casa e a arquitetura, especialmente em relação à demolição e decadência, evidenciam sua percepção profunda da temporalidade e da transitoriedade da existência. Adicionalmente, discute-se como sua abordagem filosófica influenciou sua prática fotográfica, especialmente depois de seu envolvimento com a revista <strong>Provoke</strong>, que buscava redefinir as relações entre fotografia e linguagem. Em sua conclusão, o texto sugere que as fotografias de Taki são mais do que meras imagens de arquitetura, constituindo uma exploração filosófica das possibilidades e limites da fotografia como um meio de capturar e compreender o mundo, aptas a questionar a representação e a ontologia tanto da fotografia quanto da arquitetura.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/134TOKIWA TOYOKO, A SESSÃO DE FOTOGRAFIA DE NUDEZ E AS ÓTICAS DE GÊNERO DA FOTOGRAFIA JAPONESA DO PÓS-GUERRA2025-03-04T14:12:37+00:00Kelly Mccormickkelly.mccormick@ubc.ca<p>Durante a primeira década após o fim da Segunda Guerra Mundial, as <em>nūdo satsueikai</em> (sessões de fotografia de nudez em que modelos femininas nuas eram fotografadas por grupos de fotógrafos, predominantemente homens, em parques públicos, praias e estúdios) ofereceram uma forma particularmente popular de engajar-se na fotografia no Japão. A fotógrafa Tokiwa Toyoko foi uma das muitas mulheres que entraram em ambientes de trabalho dominados por homens nesse período e, por meio de sua representação dos participantes masculinos nas sessões de fotografia de nudez, criticou as suposições de que as mulheres estavam mais adequadas para estar diante, em vez de atrás, da lente da câmera. O artigo a seguir realiza uma análise detalhada das representações na mídia de massa do chamado “nascimento da fotógrafa feminina no Japão do pós-guerra” e aborda debates em torno das sessões de fotografia de nudez para oferecer uma nova interpretação das fotografias de Tokiwa de mulheres que trabalhavam com seus corpos. Ao fazer isso, questiona os discursos fundamentais do realismo fotográfico japonês do pós-guerra e revela uma nova perspectiva sobre as dinâmicas de gênero ali presentes.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/135A HISTÓRIA POR TRÁS DE O MAPA DE KIKUJI KAWADA2025-03-04T14:16:36+00:00Jörg Colbergrevista.prajna@uel.br<p>Publicado em 1965, <em>O Mapa</em> de Kikuji Kawada é amplamente celebrado e reconhecido como uma obra seminal na história dos fotolivros. <em>O Mapa</em> integra uma tradição de fotolivros japoneses que abordam os efeitos dos bombardeios nucleares e da guerra na sociedade japonesa, ao lado de obras como <em>Hiroshima</em> de Ken Domon (1958) e <em>Nagasaki <11:02> </em>de Shōmei Tōmatsu (1966). O presente texto investiga a história por trás de <em>O Mapa</em>, observando as ligações do autor com o contexto histórico da época e sua história pessoal, evidenciando a importância desses elementos para <em>a</em> melhor compreensão da profundidade da obra. Ademais, são realizadas comparações entre a versão de 1965 e a reedição de 2021, a <em>Maquette Edition</em>, baseada na boneca original da obra e dividida em dois livros separados, evidenciando como ambas as edições possuem impactos distintos e contribuem para a compreensão do fenômeno do fotolivro para a cultura fotográfica japonesa.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/91QUANDO A DONINHA DAS FOICES MOSTRA AS PRESAS: O PROCESSO COLABORATIVO DE EIKŌ HOSOE E TATSUMI HIJIKATA PARA UNIR FOTOGRAFIA E DANÇA2024-02-16T18:56:55+00:00Daniel Ribeiro Fernandes Aleixodanielrfaleixo@usp.brThiago Abelnucleoexperimentaldebuto@gmail.com<p>O presente artigo investiga o cenário da contracultura japonesa subsequente ao fotorrealismo para expor as contribuições artísticas da fotografia subjetiva e da dança <em>Ankoku Butō</em> a partir dos fotolivros e experimentações audiovisuais produzidas entre os artistas Eikō Hosoe e Tatsumi Hijikata. O corpo é apresentado como principal agente da empreitada crítica que põe em xeque os dogmas preestabelecidos de suas respectivas linguagens artísticas: fotografia e dança. Dessa forma, a integração entre duas artes de diferentes configurações proposta por ambos os artistas é colocada como gatilho para novas percepções não apenas sobre os conteúdos trabalhados por elas, mas delas próprias.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/242-266DIÁLOGOS ENTRE CORPO, MORTE E EROTISMO: YUKIO MISHIMA ENCARNANDO SÃO SEBASTIÃO EM FOTOGRAFIA DE 1968, POR KISHIN SHINOYAMA2024-05-31T11:59:39+00:00Helena Arianohelena.ariano.92@hotmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar a fotografia do escritor Yukio Mishima (1925-1970) posando como São Sebastião tirada pelo fotógrafo Kishin Shinoyama (1940-2024), compreendendo seus aspectos estéticos, conceituais e políticos. Para isto, serão utilizados autores que abordem a respeito do corpo e do pós-guerra japonês, tais como, por exemplo, Yoshikuni Igarashi; sobre Mishima e seu pensamento estético, utilizando tanto escritos e obras do próprio, quanto de autores como Yoshikuni Igarashi, Andrew Rankin, e estudos acerca da significação da figura de São Sebastião, especificamente a de Guido Reni, usada como inspiração por Mishima e Shinoyama. Após os diálogos entre essas temáticas, será realizada a análise imagética em si, traçando, então, as considerações pertinentes.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/103MORIYAMA POR ACIDENTE: DESLOCAMENTO DE IMAGENS NA CONSTRUÇÃO VISUAL2024-05-03T17:25:33+00:00Nicolle Zaira Fraganiczaira@usp.br<p>O artigo em questão oferece uma breve análise do trabalho de Andy Warhol na série <em>Acidente</em> de Daido Moriyama, assim como outras influências externas que moldaram seu estilo fotográfico e o pensamento subjacente à sua prática. Examina a intersecção entre as técnicas e abordagens utilizadas por Warhol e Moriyama, destacando possíveis influências recíprocas e semelhanças estilísticas. Além disso, o artigo explora o contexto cultural e artístico em que Moriyama estava imerso, investigando como elementos como a cultura pop, a estética urbana e as transformações sociais influenciaram sua visão fotográfica. Ao conectar o trabalho de Moriyama a outras figuras proeminentes da arte contemporânea, o artigo oferece uma compreensão do cenário fotográfico e artístico do século XX.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/102 MÃES, OBJETO E AUSÊNCIA: A PERDA COMO CONVITE EM MIYAKO ISHIUCHI2024-05-03T17:22:31+00:00Julia Akemi Takayama Ferryjuliaferry@hotmail.com<p>O presente artigo procurará analisar a potencialidade das fotografias que compõem a série <em>Mother's</em> da fotógrafa japonesa Miyako Ishiuchi em noticiar o olhar da artista para a mãe que falta, e inscrever uma forma de enunciação que mobiliza presença e ausência, intimidade e distanciamento, além de fazer da perda uma forma de convocação alteritária. As fotografias serão analisadas à luz das concepções psicanalíticas que articulam sobre o valor da relação escópica estabelecida com a figura materna, a singularidade de cada perda e a possibilidade de fazer dessa experiência uma forma de ligação com os outros. Este convite será apropriado pela própria autora que, mobilizada pela ausência da mãe da artista, pôde refletir sobre a falta da sua própria.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/97AS FOTOGRAFIAS DO IMPERADOR SHŌWA (1936-1955): DE CENTRO DO ESTADO A HOMEM DO POVO2024-02-29T19:36:08+00:00Marcelo Spindolamarinaspindolahistoria@gmail.com<p>Este artigo tem como objetivo analisar as transformações na representação do imperador Shōwa, Hirohito, que governou o Japão de 1926 até 1989. Por ter dirigido o país durante a década de 1930, importante para o militarismo japonês, e ter enfrentado a Segunda Guerra Mundial, o imperador Shōwa foi motivo de reflexão não só no círculo acadêmico, mas também em revistas de história e curiosidades. Com este artigo, buscaremos compreender suas representações fotográficas capturadas antes e depois da Segunda Guerra Mundial, comparando como sua figura foi construída e reconstruída à luz de novos contextos históricos e sociais. Para tanto, escolhemos fotos que vão desde 1936, especialmente da excursão militar para Hokkaidō, bem como fotografias de 1955, dez anos após a Segunda Guerra, quando a democracia já estava assentada no arquipélago. Para alcançar nossos objetivos, analisaremos as imagens do imperador a partir da concepção de encenação levantada pelos comunicólogos Osmar Gonçalves Reis Filho e Isabelle Freire de Morais, bem como o conceito de representação estudado pelo historiador Roger Chartier.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/92A POLÍTICA DO VER ENTRE AÇÕES E IMPOSIÇÕES: TRANSFORMAÇÕES NA REPRESENTAÇÃO IMAGÉTICA DURANTE O DECLÍNIO DO IMPÉRIO MUGHAL E ASCENSÃO DO RAJ BRITÂNICO2024-02-29T17:46:19+00:00Kerolayne Correia de Oliveiradestaarte@gmail.com<p>O Império Mughal, fundado no século XVI, constitui uma parte importante da história da Índia. Em contato com diversos povos, suas produções materiais influenciaram e foram influenciadas por vários deles, destacando-o como um importante centro difusor e receptor de imagens. Todavia, o avanço da invasão britânica na região alterou, além das dinâmicas sociais, a forma como representavam o mundo em diversos suportes – neles incluída a fotografia. Os britânicos, na medida em que se consolidaram no subcontinente indiano, como demonstra William Dalrymple (2012), passaram a demandar estilos e temáticas próprias, nos quais o ponto de fuga tornou-se cada vez mais presente, e catalogando espaços e pessoas através da confecção dos censos e retratos, como o Álbum Fraser – uma série de pinturas encomendadas por William Fraser (1784-1835), sobretudo durante os anos de 1815 e 1819. O fim do Império Mughal, no século XIX, convergiu com a chegada da fotografia e dos <em>souvenirs</em> para turistas, cristalizando transformações culturais significativas na medida em que também dialogava com discursos orientalistas vigentes, como defende Edward Said (2007). Logo, essas imagens foram entendidas enquanto representações, segundo Roger Chartier (2002), reproduzindo interesses daqueles que as operacionalizavam. A partir deste cenário, o presente artigo visa analisar, no espaço entre escolha e ação, além das transformações das dinâmicas de confecção de imagens, incluindo temáticas, abordagens e técnicas, durante o subsequente domínio britânico, o peso político das estratégias imagéticas adotadas no período que abrange o enfraquecimento do Império Mughal, a partir do início do século XVIII, até a revolta dos Cipaios, em 1857 – episódio que marcou o início da dominação britânica na Índia (Raj). Percebeu-se que essas imagens foram parte de um projeto de dominação que articulou temática e estilo em prol de uma política do ver que, por sua vez, valorizava os interesses imperialistas.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/130Editorial2025-03-04T13:44:19+00:00Editoresrevista.prajna@uel.br<p>Editorial do v. 5, n. 8.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/131ENTREVISTA COM ROGÉRIO AKITI DEZEM, RICHARD SHIMADA ANDRÉ E LUCAS CAMARA GIBSON: OS ESTUDOS SOBRE FOTOGRAFIA JAPONESA NO BRASIL2025-03-04T13:55:16+00:00Rogério Dezemrdezem@yahoo.com.brLucas Gibsonlucascamaragibson@gmail.comRichard Andrérichard_andre@uel.br<p>A entrevista de Dezem, Gibson e André, os organizadores do dossiê, busca realizar um mapeamento preliminar a respeito da fotografia japonesa. Os autores discorrem sobre o que os levou a investigar o objeto, o “estado da arte” da produção acadêmica dentro e fora do Brasil, sugestões em torno de fontes primárias, a relação entre os japoneses e a fotografia, os acervos de pesquisa, o crescente entusiasmo em torno do assunto nos últimos anos, entre outras questões.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientaishttps://revistaprajna.com/ojs3/index.php/prajna/article/view/136EDIÇÃO COMPLETA2025-03-04T14:35:26+00:00Editoresrevista.prajna@uel.br<p>Edição completa: v. 5, n. 8.</p>2025-03-04T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Prajna: Revista de Culturas Orientais